Balonismo é um esporte aéreo praticado com um balão de ar quente.

O vôo em balão permite a contemplação de um vasto panorama de 360°, ao sabor do vento.

No Brasil, o Balonismo, a idéia de voar em um balão de ar quente data de 1709, ainda na época de Dom João VI. Desde então os balões passaram por uma enorme evolução e hoje este esporte aéreo é considerado pela Federação Aeronáutica Internacional como um dos mais seguros do mundo.

Um balão médio mede em geral 26 m de altura, leva 2 ou 3 pessoas tendo uma autonomia de 2 a 3 horas de vôo. O balão é constituído de um envelope de tecido anti-chamas, dois maçaricos alimentados por gás propano que aquecem o ar insuflado dentro do mesmo.

A segurança do balão começa pelo material com o qual é feito, passando pela resistência de seus componentes como o envelope, cordame, cesto, maçarico, botijão de gás, que são fabricados para suportar nove vezes a exigência normal, além de se ter um limite de segurança quanto a velocidade dos ventos para poder se decolar um balão. As velocidades são de até 25 Km/h, e para balões em formatos especiais o limite do vento é de 15 Km/h.
 
O envelope do balão é feito com o tecido nylon. Este tecido recebe um tratamento especial contra a propagação do fogo. Os cordames são de kevlar, um material que não queima, não conduz eletricidade, não apodrece e cada um deles, com a espessura de um cordão de sapato, suporta 600 quilos de peso.
 
A boca do balão é revestida de nomex, material que retarda o fogo e impede que se propague. O cesto, preso ao balão por quatro a oito cabos de aço, carrega quatro botijões de gás e geralmente tem espaço para no máximo três adultos, num total aproximado de 300 quilos. Mas, cada um desses cabos agüenta uma tonelada. O gás utilizado é o propano.
 
Pilotando um Balão
 
O controle do balão é feito através da manipulação de sua temperatura interna. Essa temperatura interna é regulada pelo maçarico. O balão só permite o controle vertical de subida e descida, o deslocamento horizontal é dado pelo direção do vento. Não há como se estabelecer com precisão a rota que vai ser tomada pelo balão, apenas é calculada e corrigida procurando-se as diferentes camadas de vento.
 
A descida se dá pelo resfriamento natural do balão ou pelo uso do "tap", uma espécie de válvula em forma de para-queda que se abre no topo do balão para que o ar quente saia.
 
Na prática, para fazer o balão subir, aciona-se o maçarico que, por sua vez, aquece o ar. O vôo dos balões é controlado através do maçarico que ligando e desligando, o piloto pode controlar com precisão a altitude. Mas quem define a direção a tomar não é o piloto e sim o vento que nas diferentes alturas das diversas correntes, define o rumo dos balões.
 
Um balão pode voar até 16 mil metros de altura. A autonomia de um vôo é de duas horas e meia, já que um balão leva, normalmente, 80 quilos de gás e consome em torno de 25 a 30 quilos por hora.
 
No topo do balão existe uma espécie de alçapão, chamado de pára-quedas, que é mantido fechado pela pressão interna do ar. Quando se deseja descer mais rápido, ou então no pouso, puxa-se um cabo que faz com que o pára-quedas desça um pouco, deixando escapar ar quente e com isso fazendo o balão descer.
 
Os componentes de um Balão
 
Cesto: é a parte do balão destinada a levar os ocupantes, os cilindros e os instrumentos que serão utilizados durante o vôo. O cesto é também conhecido pelo nome de "Gôndola", e o material utilizado na fabricação é o vime, mas há também por baixo do cesto cabos de aço que tem a função de sustentar todo o conjunto, além de tubos de alumínio para a colocação das bengalas de nylon que servem para sustentar o maçarico.
 
Cilindro: normalmente os cilindros, ou botijões, de um balão são de alumínio, aço inox ou titânio. É importante que sejam leves para não comprometer a relação de carga a ser levada no balão. Podem ser utilizados na posição vertical ou na horizontal. A quantidade de cilindros levados em balão depende do tamanho do cesto, ou ainda do interesse do piloto no momento do vôo. Quanto mais gás ele puder levar, mais autonomia de vôo ele terá. Normalmente são levados 4 cilindros.
 
Envelope: é a parte de tecido dos balões, é feita de nylon que resiste a temperaturas superiores a 120°C e oferece uma extraordinária resistência a calor, raios ultravioleta e umidade. A vida útil de um balão pode chegar a aproximadamente 700 horas de vôo, pois constantemente estão fazendo testes e estudando um material que melhor se adapte para o envelope.
 
Maçarico: este componente é tão importante para o balão que pode ser comparado com a importância do motor para um automóvel. O maçarico é então considerado o motor do balão. Ele é feito com aço inoxidável. Quando um balão está em ascensão, à temperatura na coroa do topo do maçarico é de aproximadamente 100°C.
 
Ventoínha: está tem função importante e serve para empurrar com maior rapidez e eficiência o ar frio para dentro do envelope do balão, auxiliando assim a sua inflagem.
 
Equipamentos de Navegação
- altímetro
- anemometro
- bússola
- gps
- rádio-transmissor
- sonda de temperatura
- variômetro
 
Tipos de Voos
 
Vôo Cativo 
A subida e descida do balão é realizada na presença de um cabo de ligação.
 
Vôo Livre
No qual a orientação faz-se através do arremesso do lastro (sacos de areia) ou então, aquecendo o ar contido no balão de maneira a fazê-lo subir até à altura de uma corrente de ar que se desloque na direção desejada.
 
Modalidades e Provas Praticadas no Brasil
 
Alvo Declarado pelo Juiz: levando em consideração os ventos que prevalecem na área, na hora da prova, o juiz indica os alvos que devem ser atingidos. O balonista deve jogar, o mais próximo possível do alvo, um saquinho com uma fita colorida e um número indicativo do balão. Ganha mais pontos quem chega mais próximo do alvo.
 
Alvo Declarado pelo Piloto: nesta prova, antes da decolagem, o piloto indica ao juiz os alvos que pretende atingir. A pontuação tem critério igual a anterior.
 
Caça à Raposa: Um balão decola antes dos competidores e faz um percurso aleatório de vôo. Após um determinado período de tempo (10 e 30 minutos, dependendo das condições de vento), os outros balões decolam e procuram seguir o mesmo percurso, em busca do balão-raposa, que faz o possível para dificultar a perseguição. Ganha a prova o balonista perseguidor que pousar mais perto dele ou lançar sua marca mais próxima. O competidor que conseguir pousar mais próximo do ponto onde o balão-raposa aterrissou será o vencedor. Esta tarefa não conta pontos em campeonatos e é utilizada apenas em festivais ou eventos não competitivos.

Cotovelo: nesta tarefa, o balonista decola, voa para um alvo, atinge-o com a marca e depois, desviando o rumo, voa para um segundo alvo e joga outra marca. Ganha mais pontos o balonista que, nessa mudança de rumo, fizer um ângulo mais apertado.

Fly In: nas competições, geralmente todos os balonistas decolam do mesmo ponto. Cada balonista escolhe o seu ponto de decolagem, rumando depois para um local central, onde estão os juizes e há um alvo a ser atingido. Aquele que conseguir jogar sua marca o mais próximo do alvo, será o vencedor.

Fly On (ou Continuação de Vôo): Os competidores vão declarar seu próximo alvo em vôo, escrevendo suas coordenadas na marca da prova anterior, e tentarão voar para o seu alvo. Quem conseguir atingir a menor distância do seu alvo declarado, será o vencedor.

Máxima Distância: cada balonista só pode lançar sua marca após um determinado período de vôo. Ganha mais pontos o balonista que lançar sua marca mais distante do local de decolagem. Esta tarefa é feita em dias de ventos fortes.

Mínima Distância: tarefa normalmente feita em dias de vento fraco. O balonista só pode lançar sua marca após determinado período de vôo. Ganha mais pontos aquele que tiver percorrido a menor distância.

Múltiplos Alvos Determinados: o árbitro geral seleciona dois ou mais alvos fora do local da decolagem. Estes alvos estão normalmente de dois a cinco quilômetros de distância do lugar da decolagem. Os pilotos decolam e tentam manobrar os balões para que eles cheguem o mais próximo possível dos alvos, quando então deixam cair uma marca para identificação. A marca mais próxima ao centro vai determinar o vencedor.

Prova de Navegação Convergente: os pilotos localizam uma área de dois a cinco quilômetros fora do local da decolagem, inflam seus balões e tentam pegar o melhor vento, para chegar ao alvo colocado no centro da área escolhida. A marca mais próxima ao centro do alvo determina o vencedor.

Valsa da Hesitação: nesta tarefa o piloto recebe a incumbência de atingir um entre dois alvos. Após a decolagem, ele escolhe o alvo em função dos ventos.

Valsa da Hesitação Dupla: esta tarefa foi criada pelos balonistas brasileiros e introduzida no 3° Campeonato Brasileiro. O piloto decola e lança sua marca num alvo escolhido por ele. A pontuação é dada depois de medida as distâncias entre o ponto de queda da marca e o alvo mais próximo. Uma segunda marca é lançada depois e idêntica medição é feita em relação a outro alvo.

Vôo da Chave ou Key Grab: uma sacola com as chaves de um veículo, oferecido como prêmio, é colocada sobre o ponto mais alto de um mastro. Cada balonista, que escolhe um ponto livre de decolagem, a uma distância mínima determinada pela organização, passando próximo ao poste, tem uma única oportunidade para pegar a maleta e ganhar a chave do carro-prêmio. Esta tarefa também não conta pontos em campeonatos. Vence o balão que consegue se aproximar em vôo do mastro e agarrar a chave - ou o símbolo da festa - pendurado em sua ponta.