Kalymnos, Grécia © Kalymnos Climbing School - Nikolaos Smalios
 
Escalada ou varapa (empregado como substantivo comum desde 1898 - Varappe, palavra francesa, é o nome de um corredor rochoso do monte Salève perto de Genebra, onde os alpinistas se costumavam encontrar) é uma técnica desportiva cujo fim é atingir o cume de uma parede rochosa, de um bloco ou de um muro de escalada. O terreno vai de alguns metros para o bloco ou o muro de escalada, até a centenas de metros para as paredes rochosas.
 
Esta técnica também pode ser utilizada no alpinismo, segundo as dificuldades encontradas no terreno.
 
História
 
Na origem, a escalada aparece como uma actividade derivada do montanhismo e utilizada como treino para corridas de alpinismo. A escalada como pratica desportiva aparece no século XIX em Dresden na Alemanha de Leste, e no ("Lake District") na Inglaterra.
 
Durante um século o material evolui ao ritmo da capacidade do escalador e vice-versa e a cada época corresponde uma classificação do nível de dificuldade. 
 
Existem várias escalas de graduação sendo as mais conhecidas as escalas de Fontainebleau e de Hueco Tanks. Na primeira a classificação progrediu da seguinte maneira: 1913, nível 5 ; 1917, nível 6 ; 1970, nível 7 ; 1983, nível 8 ; 1991, nível 9... O aparecimento dos muros de escalada a partir de 1960 um real impulso ao conhecimento desta prática como à sua evolução desta disciplina.
 
No Brasil utiliza-se um tipo de graduação mista, numa combinação entre números,letras e algarismos romanos, que acompanha sensivelmente a escala francesa (Fontainebleau).
Exemplos: 6 ( grau geral da via), VIIc (grau do lance mais difícil), A2 (grau do lance em artificial, se existente), E3 (grau da exposição da via), D3 (duração estimada da via) e 500 metros (tamanho da via).
 
Práticas e termos
 
Distinguem-se diferentes práticas segundo o local, o terreno, o método utilizado e o tipo de equipamento nos SNE Sítios Naturais de Escalada, do francês Sites Naturels d'Escalade.
 
Entre as diferentes variedades de escalada há duas classificada de "extrema" ou "radical". É o caso da chamada solo e a da cascata de gelo, da imagem ao lado.
 
Equipamento
 
Na escalada, o princípio de adaptação ao meio utiliza dois equipamentos de base: 
- sapato de escalada, o chamada pé de gato, e
- o carbonato de magnésio - para secar a transpiração das mãos e aumentar a aderência
 
Mas este equipamento é extremamente básico, na realidade poucos podem se permitir ‘atacar’ uma parede só assim equipados.
 
Na realidade, não só na escalada, mas nos desportos deste tipo na montanha, o equipamento habitual, que deve ser garantido por um controle de qualidade internacional, é composto por dois tipos de material: o de segurança e o auxiliar.
 
Equipamento de segurança
 
É este o equipamento de base para um escalador usado, tanto nas paredes artificiais como na natureza, e é composto por: 
- sapatos de escalada, 
- corda, arnês/cadeirinhas, 
- mosquetões, 
- freios/blocantes, etc. que impedem a queda do escalador no caso de imprevistos. 
 
Também é aconselhável ter um transmissor de localização pessoal para ser usado em situações de emergência.
 
Equipamento auxíliar
 
Utilizado na escalada de montanha necessita uma certa experiência e conhecimentos de utilização na conquista das vias de escalada e são os: 
- capacete, 
- piolet, 
- pitões, 
- crampons, 
- mosquetões, 
- mochila (cargueira e de ataque, 
- costura de escalada, 
- gri-gri, 
- camalot, 
- fitas, 
- friends, 
- nuts, etc.
 
Material de orientação
 
Na montanha a mudança rápida das condições climatéricas exigem roupa adequada para qualquer tipo de situação, e além do equipamento de segurança e auxiliar próprio a cada actividade, deve-se partir com um bom mapa da região, uma bússola para a orientação, e de um transferidor para medidas e marcação de ângulos e direcções, pois o nevoeiro ou uma nuvem no cimo de uma montanha podem tapar por completo a visibilidade.
 
Tipos de escalada: Escalada livre e artificial (em parede artificial)
 
Escalada livre
 
Na escalada livre, a corda e outros equipamentos só servem para se assegurar a segurança do escalador. As saliências do terreno são os únicos apoios para progredir na ascensão, logo o escalador só usa os seus próprios meios (mãos e pés) para poder progredir na parede.
 
Escalada artificial
 
Na escalada artificial o material serve não só para segurar o desportista mas também para o ajudar na progressão, utilizando os pontos de segurança para se içar ou passar situações difíceis. Esses pontos de segurança podem distar entre si desde pouco mais de 1 metro até distâncias superiores a 15 metros ("grau de exposição"), determinada por aquele que abriu a via, e que não deve ser alterada sem o consentimento do mesmo,por questões de ética.
 
Muros de escalada
 
O termo geralmente empregue para designar este tipo de muro de treino é o (EAE) - Estrutura Artificial de Escalada - em francês Structure Artificielle d'Escalade (SAE). Este tipo de escalada, feitas de estruturas artificias em madeira ou betão, é empregada principalmente como local de treino, ou nas regiões planas e/ou cidades desprovidas de SNE, pelo que muitas vezes se encontrem dentro de salas (indoor) e raramente no exterior.
 
Boulder
 
A escalada de boulder consiste em subir uma rocha ou um muro de treino em que se privilegia mais a força física de explosão em detrimento da resistência física. Regra geral, os problemas de bloco envolvem poucos passos. É comum o recurso a crashpads para minimização dos efeitos de uma possível queda do escalador.
 
Escalada desportiva
 
A escalada de falésia (desportiva) consiste em escalar vias em rocha - raramento, muro de treino - com uma altura considerável, onde é privilegiada a resistência física do atleta. Em geral, a escalada de falésia é feita com recurso a vários equipamentos de segurança.
 
Escalada móvel
 
Existem escaladas conhecidas como móveis, pela não existência de pontos fixos de segurança colocados na parede (grampos), pelo que é da competência do escalador criar os seus próprios pontos de segurança com recursos de materiais especiais: camalot, nuts, etc.
 
Solo
 
Em qualquer um destes tipos de escalada acima mencionados (escalada livre ou artificial), regra geral, o escalador encontra-se preso por uma corda dinâmica. Há, no entanto quem prefira não usar qualquer tipo de segurança. É o que se chama "solo".
 
Técnicas
Ver artigo principal: Técnicas de escalada
 
A técnica empregue na escalada ou no alpinismo depende do terreno onde a correspondente actividade é praticada mas há duas ou três que "fizeram história" como a ascensão em livre, a Fissura Knubel, a primeira invernal, etc.
 
Cotação
 
No alpinismo ou na escalada, a cotação de montanha é, como o seu nome indica, a classificação de uma via de montanha, em função das dificuldades encontradas no itinerário escolhido.
 
Riscos
 
Desporte a risco, o conhecimento das técnicas da escalada é obrigatório a todos que desejam praticá-lo, dando preferência para cursos homologados pelas associações ou federações de escalada, como: FEMERJ, FEMESP, AGUIPERJ, CLUBES EXCURSIONISTAS, etc.
 
Links
 
- Centro Excursionista Mineiro - Clube de Montanhismo e Escalada
- Guia Vertical (com varias informação sobre escalada e montanhismo)
 
Equipamentos
 
- Casa do Montanhista, Curitiba. PR
- Conquista Montanhismo, Campo Largo, PR
- Montanhista, Bragança Paulista, SP